O Brasil retornou ao ranking dos 25 países mais confiáveis para receber investimento estrangeiro direto, ocupando a 19ª posição em 2024, de acordo com a consultoria Kearney. No ano anterior, o país não estava presente nesse ranking. Em sua última aparição, em 2022, o Brasil estava na 22ª posição. Nos anos de 2012 e 2013, o país chegou a ocupar o 3º lugar nesse ranking.

O Índice de Confiança para Investimento Estrangeiro Direto continua sendo liderado pelos Estados Unidos há 12 anos consecutivos, seguidos por Canadá e China. Entre os países emergentes, o Brasil ocupa o 5º lugar, ficando atrás da Índia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e China.

Veja o ranking completo

  1. Estados Unidos
  2. Canadá
  3. China (incluindo Hong Kong)
  4. Reino Unido
  5. Alemanha
  6. França
  7. Japão
  8. Emirados Árabes Unidos
  9. Espanha
  10. Austrália
  11. Itália
  12. Singapura
  13. Suíça
  14. Arábia Saudita
  15. Suécia
  16. Nova Zelândia
  17. Portugal
  18. Índia
  19. Brasil
  20. Coreia do Sul
  21. México
  22. Taiwan
  23. Polônia
  24. Argentina
  25. Dinamarca

O levantamento também aborda o otimismo dos investidores, revelando que 88% dos executivos consultados planejam aumentar seus investimentos diretos no exterior nos próximos 3 anos, um aumento de 6% em relação a 2023.

Além disso, o nível de otimismo líquido em relação à economia global aumentou para 64%, enquanto o pessimismo diminuiu para 29%, indicando uma melhora em relação ao ano anterior.

No entanto, os investidores expressaram preocupação com a continuação das tensões geopolíticas, sendo que 85% acreditam que um aumento nessas tensões afetará suas decisões de investimento.

Outra questão levantada pelos investidores é o ambiente regulatório empresarial mais restritivo, que pode representar riscos no próximo ano, especialmente considerando as políticas industriais e restrições comerciais relacionadas à tecnologia, que estão se tornando mais complexas.

Quanto ao uso da inteligência artificial (IA), 72% dos investidores afirmaram utilizar essa tecnologia em suas operações comerciais, com foco no atendimento ao cliente, automação de processos manuais e aprimoramento da cadeia de suprimentos. A maioria (63%) prevê um aumento no uso de IA nos próximos anos, citando benefícios como economia de custos, melhoria na eficiência e precisão na tomada de decisões.

O ranking da consultoria Kearney é baseado nas respostas de executivos das 500 maiores empresas do mundo, fornecendo insights importantes sobre as tendências e perspectivas globais de investimento e uso de tecnologia.

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